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5 tendências para novos negócios de alimentação

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O mercado de alimentação fora de casa cresce, na média, 14,7% ao ano, segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Alimentação (Abia). Apesar de bastante fragmentado, 93% dos estabelecimentos do ramo são pequenos, familiares e independentes, de acordo com dados do Instituto de Foodservice Brasil (IFB). Ainda segundo o IFB, 64% desses negócios faturam menos de R$ 50 mil, ao mês.

Cheio de oportunidades para empreendedores, o mercado de alimentação requer cuidados específicos.

“É preciso planejar as variáveis que definem a modelagem do negócio e o posicionamento que a empresa vai ter no mercado”

diz Gustavo Carrer, consultor do Sebrae-SP.

Com a ajuda do consultor, Pequenas Empresas e Grandes Negócios mapeou os tipos de negócios que devem ser tendências nos próximos anos. Veja a lista a seguir:

1. Alimentação saudável

Este é um mercado bilionário e em expansão. Segundo dados do Instituto Euromonitor, a alimentação saudável tem potencial de mais de R$ 40 bilhões no Brasil. Alimentos funcionais, orgânicos e sem modificações genéticas estão inclusos nesta área. “É uma tendência e é transversal, você encontra desde a matéria-prima com certificação até cardápios de restaurantes com informações de que o produto é certificado, orgânico ou sem manipulação genética”, diz Carrer.

2. Valorização da origem

Outra tendência, que é especialmente boa para pequenas empresas, é a da valorização da origem do produto. “É uma combinação da questão de ser fresco com a questão social, de ajudar a comunidade”, diz. Mostrar onde o produto foi feito, com quais ingredientes e pessoas, e qual o impacto disso para a região é o caminho para aproveitar esta onda.

3. Customização

Quer um bolo com formato de desenho animado, em três sabores? É possível. A grande sacada da customização é tornar todos os desejos do consumidor possíveis. Segundo Carrer, um dos grandes exemplos de sucesso nessa área é o confeiteiro Buddy Valastro, conhecido como Cake Boss. “Ele tem uma linha de produtos pré-fabricados, com grande gama de opções, mas dá a opção de customizar o bolo como a pessoa quiser”, diz. As ideias vão longe: de massas feitas com cores e formatos específicos a impressão 3D para alimentos.

4. Serviços sob medida

A customização foi além dos produtos. Segundo Carrer, uma tendência no exterior é customizar até mesmo os serviços. Um exemplo, segundo ele, é o Gotham West Market, em Nova York, um espaço com vários restaurantes. É possível organizar um evento com um dos chefs do espaço, incluindo aula de culinária e um cardápio sob medida. “É uma experiência completa”, diz.

5. Alimentação móvel

Há pouco mais de quatro anos, os food trucks eram fantasia no Brasil. Hoje, a alimentação de rua está em todos os cantos, de portas de lojas a estacionamentos só para eles. O próximo passo, para Carrer, são formatos variados de comida de rua. “Existem não só food trucks, mas vários formatos para isso. Do carrinho de cachorro-quente a waffles belgas até food truck do tamanho de uma carreta com alta gastronomia”, diz. As operações temporárias, como pop-up stores, também devem ganhar mercado. “Atende o desejo de ter acesso a uma alimentação diferenciada sem ter que ir a um restaurante chique”, afirma.

[PEGN]

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